Domingo, 9 de Outubro de 2011

Desabafos...

Em Junho, mais precisamente em 14 de Junho, eu elogiava a renovação de um espaço há muito abandonado, o Jardim do Mercado. Uma obra municipal e feita com dinheiros públicos e para uso de todos.

Equipado com alguns aparelhos de ginástica que permitem a todos usar o parque e poder ali fazer algum desporto, com uma pista excelente para se andar, era palco de muitos idosos que, com o bom tempo, ali vão passar um pouco do seu tempo. Algumas vezes deparei com algumas cenas que, por si, justificam a existência deste espaço: uma idosa que vinha do mercado, pousou o saco das compras no chão e foi para a máquina que permite pedalar, outros que usam as máquinas para mexer os braços, etc. Uns equipamentos de jardim, simples mas, sobretudo, úteis.

Colocava em dúvida se ele duraria muito em bom estado de conservação. Mas, como que adivinhando um futuro esperado, ontem, sábado, lá fiquei eu com mais uma constatação: há gente que não merece a àgua que bebe e gente que tudo merece e por culpa de alguns, são penalizados nos seus direitos.

Puro vandalismo, talvez, é a explicação que me ocorre. Aquilo que levou tanto tempo a construir já está de todo degradado. A casa de banho pública já não funciona. A pérgola, espaço de lazer equipado com umas mesas e uns bancos, tudo preso ao chão e com óptimas condições para quem quisesse ali passar um pouco do seu tempo a ler ou a descansar, tem agora apenas uma ou duas mesas. As outras, foram arrancadas do chão e levadas. Os bancos, feitos com ripas de madeira, que emprestavam um ar de graça, estão agora sem as ripas. O espaço não foi abandonado. Foi vandalizado. Aliás, como é denominador comum de algo que é público e serve para o bem estar, ser vandalizado. 

Pergunto-me qual o interesse em partir o mobiliário público, em arrancá-lo, em danificá-lo, tirando aos outros utentes o direito a usufruirem de um bem estar?

Poderia estar aqui a tecer várias teorias sobre famílias desajustadas, obsessões destrutivas, raivas incontidas para explicar a razão da destruíção.

Mas só consigo uma: desprezo pelos outros, falta de respeito para com a sociedade e comportamentos anti sociais.

Ora, com base nesta última, eu até propunha uma pena para os indivíduos que fossem apanhados a destruir este material: o serem eles a recolocarem-no de novo, sob o olhar de todos e, claro, a expensas suas. Não seria muito dinheiro até porque é material que pode fácilmente ser construído e, por isso, enquanto estivessem ocupados a fazê-los, além de aprenderem algo, não perdiam tempo a fazer asneiras.

Pena esta que não tem nada de inédito... apenas a sua aplicação neste país.

Pois, como eu disse, há gente que não merece sequer a água que bebe...


publicado por Francisco às 18:48
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 32 seguidores

.arquivos

.posts recentes

. Desabafos...

.links

.Outubro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11
14

15
16
17
18
20

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.tags

. filhos

. bricolage

. motas

. reciclar

. benfica

. crise

. descanso

. economia

. felicidade

. fome em portugal

. lisboa

. mota na cidade

. pais

. pobreza

. saudade

. adeus

. animais domésticos

. brinquedos

. companhia

. cozinheiro

. todas as tags

.pesquisar

 
SAPO Blogs

.subscrever feeds